07/07/2015

RESIDÊNCIA FLEXIVEL

A flexibilidade requer a participação das pessoas para poder funcionar, pois é um processo interativo. Apesar de ser um arquitetura flexível, não está associada a uma arquitetura modular. A flexibilidade proposta só é possível se pensarmos no habitante como criador de espaços. A ideia principal baseou-se em promover espaços neutros que possam se adaptar a novas funções. Todas as unidades volumétricas do projeto podem se conjugar em uma única (ABC) podendo ser, por sua vez, espacialmente adaptada consoante diversas necessidades e moradores diferentes. Por essa razão não se consegue classificar nenhum dos espaços, pois cada habitante tem uma necessidade específica. A mesma unidade ABC pode, no entanto, ser dividida em três unidades A, B e C, sendo que cada uma delas possui ainda várias outras hipóteses de funcionamento individual, ou ainda pode se conjugar com outras unidades, no caso da unidade A com a B e da A com a C. Houve a necessidade de criar elementos fixos, que pudessem dar apoio as funções escolhidas, como: instalações sanitárias, cozinhas e algum mobiliário. No entanto, em algumas dessas infraestruturas há a possibilidade de adaptação da função exercida, como no caso das cozinhas. Estas são desenhadas de maneira a que possam ser escondidas caso não estejam em uso. A aparência exterior foi pensada de maneira a contrastar a flexibilidade interior com a rigidez do concreto aparente. Essa dualidade foi abordada não somente a nível conceptual, mas também a nível do próprio desenho arquitetônico.